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Mineração brasileira encerra 2020 com bons resultados

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Mineração brasileira encerra 2020 com bons resultados

A mineração brasileira fechou o ano de 2020 com resultados bastante positivos. Apesar dos impactos causados pela pandemia de covid-19, o setor conseguiu se recuperar ao longo do ano se beneficiando da valorização do minério de ferro – que chegou a quase US$ 164 a tonelada em dezembro – e de metais não-ferrosos.

Segundo o superintendente do Grupo MBL, Jerri Alves, a maior responsável pela boa performance do segmento no ano passado foi a China, que é um dos países que mais importam matérias-primas industriais. “Os incentivos e investimentos do governo chinês em projetos de infraestrutura e empreendimentos imobiliários, por exemplo, permitiram que a economia de seu país permanecesse estável mesmo com a chegada da pandemia. Com este contexto, o Brasil, que é um forte fornecedor de commodities para a China, também foi favorecido. Operando em 90% da capacidade de suas usinas de aço, a nação asiática conseguiu manter o seu alto consumo de minérios e metais brasileiros, o que acabou impulsionando o aumento da cotação do minério de ferro”, explica.

De acordo com Jerri, ainda existem outras relevantes situações que contribuíram para que a alta nos preços dos produtos da mineração nacional se mantivesse firme até o encerramento de 2020. “Uma delas foi a diminuição da oferta prevista por parte da Vale para este ano, em consequência de problemas operacionais da empresa em Minas Gerais. O segundo fator que estimulou a elevação da cotação minerária foi a intensidade das chuvas nos primeiros três meses do ano. Elas costumam afetar a dinâmica dos embarques no Brasil. Os ciclones recorrentes nas regiões dos portos da Austrália também alteram o andamento das viagens. As duas nações são as maiores produtoras da commodity no mundo”, comenta.

Jerri aponta que até o mês de setembro, o rendimento anual da mineração nacional havia alcançado os R$ 125 bilhões, dos quais 40% foram adquiridos só no terceiro trimestre. “Os preços de metais não ferrosos, como o alumínio, níquel, cobre e zinco, apresentaram grande elevação na Bolsa de Metais de Londres, o que contribuiu para a recuperação do setor, que também foi aquecida pela valorização cambial das exportações e cotação das commodities”, aponta.

A procura por minerais industriais como a brita, areia e calcário no mercado interno, expôs um acentuado crescimento no ano passado em decorrência do marcante aumento dos lançamentos imobiliários e da autoconstrução. “Já as exportações, fecharam 2020 com um avanço de 10%, atingindo os US$ 35 bilhões. Entre janeiro e novembro, a balança dos embarques acumulou US$ 32 bilhões. Não há dúvidas de que o minério de ferro será o carro-chefe do setor em 2021, as expectativas são animadoras, principalmente, nas exportações dele e de minerais como o nióbio e manganês que irão para a China, Japão e outros países”, ressalta.

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