Nos últimos dias, vídeos tem circulado nas redes sociais envolvendo nomes da velha política uauanense e de outros que postulam cargo público nestas eleições muncipais que se aproximam.

Pre-candidatos a vereador e até quem ocupa temporariamente cadeira no legislativo, se envolveram em polêmicas, em que houve críticas com quem está na linha de frente ao combate do coronavírus, nas barreiras instaladas nas estradas da cidade, foram divulgadas nas redes sociais em vídeos feitos por pessoas que não concordaram em ver tais ações de falta de respeito ao serviço feito pelos profissionais de saúde.

Deboche com as recomendações e precauções para evitar o contágio do coronavírus, como não estar usando máscara, presunção que pode entrar e sair da cidade passando pelas barreiras sem ter o veículo higienizado, não usar máscara e afirmar que não faz a exemplo do Presidente e que até pode “passar” o coronavírus ao profissional de saúde, não apresentar documento que prove que reside na cidade porque é “conhecido de todos” foram algumas das cenas que circularam nas redes sociais, ultimamente.

Diante de toda essa repercussão negativa envolvendo diretamente o serviço público em prol da muncipalidade, do combate ao coronavírus e outras, o sindicato do servidores públicos muncipais (Sindsmu) emitiu nota pública. Confira:

NOTA DE REPÚDIO DO SINDSMU – BAHIA.

Estamos passando pela pior crise de saúde pública desta geração. Sem sombra de duvidas, o Covid-19 modificou completamente o funcionamento do planeta.
Em nosso município não foi diferente. Mesmo adotando todos os principais protocolos da OMS, bem como, do Ministério da Saúde e do Governo do Estado da Bahia, o novo Corona Vírus chegou com muita força em nossa sofrida “capital do bode”. Tanto o número de casos confirmados, quanto a quantidade de óbitos está muito desproporcional, se comparado com outras cidades do mesmo porte.
Neste momento, enquanto entidade sindical de base deste município, gostaríamos de REPUDIAR o surgimento de algumas ocorrências nas barreiras sanitárias, que foram montadas nas principais entradas e saídas da nossa cidade. Essas estruturas tem como objetivo controlar a entrada de veículos, e mercadorias, higienização dos veículos, controle de temperatura, entre outras questões.
Desde o inicio da pandemia, ainda no mês de Março do corrente ano, diversos servidores efetivos e contratados estão cumprindo escala de serviço para garantir a oferta deste serviço. No decorrer desses dias, foram registradas diversas ocorrências de populares, políticos, pré-candidatos, médicos, motoristas, que estão esboçando reações agressivas contra os servidores que estão lotados na referida localidade. Tem circulado nas redes sociais diversos conteúdos que tratam sobre o tema, o que revela uma ignorância absurda por parte dessas pessoas. Quando se discorda de uma determinada medida, o correto é buscar a maneira correta de resolver, seja na esfera do poder legislativo ou no rol do poder judiciário. Em nenhuma hipótese cabe discutir ou agredir aqueles servidores que apenas estão desempenhando o seu papel, contribuindo para tirar nossa cidade desta situação de calamidade em saúde pública.

Temos visto pessoas que deveriam dar exemplo se comportando de maneira vil, mesquinha, esnobe.

Esse comportamento é a revelação de faces que por algum tempo imaginamos ser outras; estamos vendo máscaras caírem.

É importante ressaltar que QUALQUER UM que se julgue superior a quem está na área de frente das barreiras, É APENAS UM CIDADÃO COMUM.
As autoridades ali são as pessoas que estão atuando na linha de frente.

Toda e qualquer pessoa, independiente do cargo que ocupe, ESTÁ DESPIDA DA FUNÇÃO QUE OCUPA e não passa de um cidadão comum.
Repetimos, as autoridades ali são as pessoas que estão tentando controlar/amenizar a propagação do vírus.

Os servidores ali expostos merecem respeito, não deboche.

Se alguém não consegue entender o papel dos servidores, respeitem, pelo menos.
Ninguém está ali porque precisa chamar a atenção, e sim porque tem compromisso com o município, com o povo, coisa que está faltando a muitos que se acham acima da lei, por temporariamente estarem exercendo função pública.

Na ânsia por plateia, sequer respeitam os familiares daqueles que já partiram em consequência do vírus e fazem acusações e insinuações totalmente absurdas, delirantes, práticas de quem não tem nada a somar para tentar ajudar no combate ao corona.
Percebe-se também que há pessoas mais preocupadas em continuar gozando dos privilégios do dinheiro público, do que com o povo em geral.

Falta humildade e empatia.
Sobra arrogância, prepotência, despreparo e desequilíbrio. Conclui a nota.