Câmara aprova reforma trabalhista com 296 votos, mas quórum frustra governo

SÃO PAULO – O plenário da Câmara dos Deputados acaba de aprovar por 296 votos favoráveis a 177 o relatório do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) para projeto de lei que institui a reforma trabalhista. O placar foi suficiente para o êxito na matéria, mas frustrou os governistas por demonstrar fraqueza para a aprovação da reforma da Previdência — PEC, que precisa de quórum de 308 deputados.



Acordo entre gregos e troianos

Ao longo da tarde e início da noite, houve uma tentativa de articulação por parcela favorável à reforma trabalhista em torno de uma manobra para que a votação não ocorresse nominalmente — o que permitiria o anonimato aos parlamentares, que não teriam de arcar com o ônus de suas posições às vésperas de uma greve geral. Tais movimentações, no entanto, foram deixadas de lado após um acordo construído entre líderes governistas e opositores para que a votação do texto-base da proposta e de três destaques apresentados ao texto seja feita nominalmente.

Como contrapartida, opositores concordaram em votar, na quinta-feira, a Medida Provisória 752/2016, que autoriza a prorrogação e a relicitação de contratos de parceria dos setores rodoviário, ferroviário e aeroportuário. Segundo o líder do governo Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), a oposição teria se comprometido a não obstruir mais as votações, limitando-se apenas a expressar sua opinião nessas votações. O líder do PT, deputado Carlos Zaratini (SP), esclareceu que o objetivo da votação nominal é permitir que toda a população saiba como votou cada deputado.

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