Vencendo a barreira “público”

Alguns procedimentos:
O medo de falar em público é o inimigo número 1 (um) do orador.
Quando o medo aparecer, encare-o normalmente, pois todos os homens
possuem medo.
Controle o nervosismo, relaxando o corpo.
Tenha uma atitude correta. Vigie seus movimentos.
Antes de pensar como, saiba o que falar. Não decore, leia notas (numeradas)
breves, em outras palavras, leve sempre um roteiro com os principais passos da
apresentação, para lhe dar mais segurança.
Planeje e treine frente ao espelho, segundo as técnicas que serão apresentadas.
Afaste os estímulos negativos.
Não adquira vícios: aí, né, tá, e, há, ááááá, éééé, dentre outros.
Chame a voz pela respiração. Não tenha pressa para iniciar.
Apenas a prática irá proporcionar-lhe o reflexo à confiança.
A melhor maneira de combater o medo é agir: inicie.
Dez erros de linguagem oral
1) Exemplo: “Haja visto o progresso da ciência…”.
Explicação: a forma “haja visto” não se aplica a este caso. O correto é “haja vista”, e
não varia. “Rubens Barrichello poderá ser campeão, haja vista o progresso que tem
feito com o novo carro”.
2) Exemplo: “Para mim não errar…”
Explicação: “mim” não pode ser sujeito, apenas complemento verbal (“Ele trouxe a
roupa para mim”). Também pode completar o sentido de adjetivos: “Fica difícil para
mim…”.
3) Exemplo: “Vou estar enviando o fax…”
Explicação: embora não seja gramaticalmente incorreto, o gerúndio é uma praga. É
inconveniente e desnecessário. Argumente: “Vou enviar o fax”.
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4) Exemplo: “Ir ao encontro de…”, “ir de encontro a…”.
Explicação: muitas pessoas pensam que as duas expressões significam a mesma
coisa. Errado. “Ir ao encontro de…” é o mesmo que estar a favor. “Ir de encontro a…”
significa estar contra, discordar.
5) Exemplo: “Eu, enquanto diretor de marketing…”.
Explicação: também é inadequado. Com mais exatidão argumente: “Eu, como diretor
de marketing…”
6) Exemplo: “Fazem muitos anos…”
Explicação: quando o verbo “fazer” se refere a tempo, ou indicar fenômenos da
natureza, não pode ser flexionado. Recite: “Faz dois anos que trabalho na empresa”,
“Faz seis meses que me casei”.
7) Exemplo: “A nível de Brasil…”.
Explicação: “a nível de” é uma expressão inútil. Pode ser suprimida ou substituída por
outras. Em vez de: “A empresa está fazendo previsões a nível de mercado latinoamericano”,
use “A empresa está fazendo previsões para o mercado latino-americano”.
A nível (medida) do mar, em nível (comparação) de Brasil. Esta é a forma correta de
falar e escrever.
8) Exemplo: “Não tive qualquer intenção de errar”
Explicação: não se deve usar “qualquer” no lugar de “nenhum” em frases negativas. O
certo é exclamar: “Não tive nenhuma intenção de errar”.
9) Exemplo: “Há dez anos atrás…”
Explicação: redundâncias enfeiam o discurso. Melhor dizer: “Há dez anos” ou “Dez
anos atrás”. “Há dez anos atrás” é o mesmo que “um plus a mais”.
10) Exemplo: “Éramos em oito na reunião”
Explicação: não se usa a preposição “ementre o verbo ser e o numeral. O correto é:
“Éramos oito”.

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