Uauá, 2013 e 2014 sob investigação; irregularidades no transporte escolar

Uauá, 2013 e 2014 sob investigação; irregularidades no transporte escolar

Na terça-feira (15) recepcionamos agentes da Polícia Federal, a partir da Secretaria Municipal de Educação, prestando auxílio na investigação de irregularidades que, em 2014, Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) formalmente denunciou, pedindo que se apurasse adulteração na quilometragem de inúmeras rotas escolares de Uauá.

Além da coleta de informações junto à secretaria de educação e ao responsável pelo transporte escolar, os agentes da PF visitaram escolas da zona rural e falaram diretamente com diretores, motoristas e a população de cada localidade.

Nas incursões de 2018, a Polícia Federal, busca entender por que, após 4 (quatro) anos, (i) além do atual número de linhas ser inferior (pouco mais de 80, em 2018, contra até 124 linhas, entre 2013 e 2014, pois variava mês a mês), (ii) também ser grande a diferença na quilometragem que se calculava em vários trechos escolares.

A título de exemplo, chamou a atenção da CPI, em 2014, e da Polícia Federal, agora, a variação na quilometragem de trechos bem conhecidos na cidade.

No inquérito do Ministério Público Federal, por exemplo, o trecho de menos de 10 km, entre Uauá e a Comunidade de Sítio De Roque (Sítio Boa União), a rota escolar de 2014 somava 45km. Já entre o Povoado de Lagoa do Pires e a Comunidade da Laje das Aroeiras, percurso inferior a 10 km, a prefeitura pagava à prestadora de serviços de transporte escolar por mais de 40 km, segundo denúncia de 2014.

Esse é o real motivo da presença da Polícia Federal em Uauá, nestes dias. Além de prestar todo auxílio, vez que servimos ao interesse da municipalidade, desejamos que se concluam as investigações e que, finalizado o inquérito, seja feita Justiça.

Grato pela atenção de todos.

Lindomar Dantas
Prefeito de Uauá

Assim espero esclarecer os fatos, evitando as especulações e “fake news” (mentiras).