Pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, o ex-governador Anthony Garotinho, pediu em entrevista que os eleitores que votassem nele também escolhessem deputados aliados, para que ele não tenha que “gastar dinheiro para comprar” parlamentares caso vença o pleito. “Não vote só em mim, vote no deputado que está do meu lado. Olha só: o cara vai votar em mim e vai votar num deputado estadual contrário, sabe o que vai acontecer? Depois eu vou ter que gastar dinheiro para comprar esse deputado. Como que vai fazer? Porque eu vou mandar uma lei, o cara não é do meu partido, e ele vai dizer assim: “Ah, não, eu para votar isso aí eu quero tanto”. Porque é isso que acontece hoje no estado. Da onde nasceu o mensalão? Nasceu disso”, argumentou, em entrevista a uma rádio de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, cidade da qual já foi secretário. Garotinho foi preso duas vezes, em 2016 e 2017, em desdobramento da Operação Chequinho, que investigava a compra de votos durante as eleições de 2016 por meio do programa social do Município, Cheque Social. Na entrevista, Garotinho também citou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, da qual afirmou que não quer ser “refém”. “Eu prefiro até perder a eleição do que ganhar com um monte de deputado contra, para eu ficar refém. Eu não quero ficar refém. Como você vai dar voto com a mão direita e tirar com a esquerda? O governador vai ficar amarrado na Assembleia sem poder fazer nada? Não adianta. Aí (o eleitor) vai me botar e depois vai cobrar de mim”, afirmou. “O ex-governador ainda gabou-se e declarou que o Rio de Janeiro precisa dele. Não é o Garotinho que precisa do estado (do Rio), me desculpa a sinceridade. É o estado que precisa de mim, porque não tem candidato preparado como eu”. Veja abaixo o trecho da entrevista em que Garotinho cita a necessidade de comprar deputados (a partir de 0:49):