VÍRUS QUE CAUSA A CAXUMBA PODE LEVAR À INFERTILIDADE MASCULINA

A notícia divulgada recentemente de que Salvador registrou neste ano um aumento de 24 vezes no número de casos de caxumba gerou uma preocupação extra nos homens. É que, em alguns casos, o vírus que causa a caxumba pode atingir os testículos e levar à infertilidade. Quando isso acontece, desenvolve-se a orquite pós-caxumba, uma infecção […]

A notícia divulgada recentemente de que Salvador registrou neste ano um aumento de 24 vezes no número de casos de caxumba gerou uma preocupação extra nos homens. É que, em alguns casos, o vírus que causa a caxumba pode atingir os testículos e levar à infertilidade. Quando isso acontece, desenvolve-se a orquite pós-caxumba, uma infecção temporária que pode causar danos irreversíveis, conforme a gravidade.


De acordo com o urologista diretor da Clínica do Homem, Francisco Costa Neto, em 75% dos casos de orquite o testículo fica, de alguma forma, prejudicado, e em 25% o homem fica sem espermatozoides. Para saber se e o quanto a doença afetou a fertilidade, recomenda-se que, depois de seis meses de curado, o paciente procure um médico para fazer exames que conferem a taxa de produção de espermatozoides.


“Fazemos este tipo de avaliação com regularidade, pois temos laboratório próprio em nossa clínica. Dependendo do resultado do exame, o homem poderá gerar filhos naturalmente. Já se houver redução no número ou na qualidade dos espermas, o paciente poderá contar com a eficiência das técnicas de reprodução assistida disponíveis atualmente”, destacou o médico.


 A melhor forma de se prevenir contra a caxumba e, consequentemente, contra a orquite, é a imunização. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está disponível em postos de saúde para crianças a partir de um ano. Quem não tomou as duas doses quando criança pode procurar um posto e se imunizar independente da idade. Clínicas particulares também oferecem a proteção.


O tratamento da doença é sintomático, ou seja, não dá para fazer nada para eliminar o vírus, apenas tratar os sintomas (febre, dor, mal estar) até que a inflamação passe. A crença comum é que é preciso repouso para que a caxumba não “desça” é infundada, já que a infecção pode atingir os testículos ou outros órgãos independente do paciente permanecer em repouso.


A caxumba é uma doença infecciosa causada por vírus, transmitida através do contato com gotículas de saliva de pessoas infectadas. A infecção é mais comum nas glândulas parótidas, por isso a pessoa fica com aquele inchaço na região do pescoço. O aumento dos casos da doença na capital baiana está relacionado à incidência de 16 surtos este ano. Deste total, 11 foram registrados em escolas da capital baiana. A Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) informou que foram notificados 977 casos da doença na Bahia em 2016 até agora.


Para agendar entrevista com o Dr. Francisco Costa Neto, entre em contato com a jornalista Carla Santana pelo telefone (71) 99926-6898

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