Produtos da agricultura familiar baiana chegam às Olimpíadas Rio 2016

O convite para o evento foi uma iniciativa da Secretaria Executiva do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais, do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, responsável pela organização da feira Índios de Banzaê embarcaram para o Rio de Janeiro | Foto: Aurelino Xavier – SDR Geleias, doces, compotas, biscoitos, farinha, sequilhos e artesanato indígena, […]

O convite para o evento foi uma iniciativa da Secretaria Executiva do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais, do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, responsável pela organização da feira

Índios de Banzaê embarcaram para o Rio de Janeiro | Foto: Aurelino Xavier - SDR

Índios de Banzaê embarcaram para o Rio de Janeiro | Foto: Aurelino Xavier – SDR
Geleias, doces, compotas, biscoitos, farinha, sequilhos e artesanato indígena, produzidos por agricultores familiares baianos, vão ser expostos na Feira dos Povos e da Biodiversidade do Brasil, durante as Olimpíadas Rio 2016. O evento, que vai ser aberto para convidados nesta quarta-feira (17), ocorre em dois locais de grande circulação com potencial para divulgação e oportunidades de negócios – o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (18 a 21) e a Casa Brasil, no Píer Mauá (19 e 20).
Participam da feira associações, cooperativas ou redes de comercialização de indígenas, quilombolas, pantaneiros, povos de matriz africana e de terreiro, extrativistas, pescadores artesanais, entre outras comunidades tradicionais. Na tarde desta terça (16), índios Kiriris, da Aldeia Marcação, localizada no município de Banzaê, Território de Identidade Semiárido Nordeste II, seguiram para o Rio de Janeiro para participar do evento. Também embarcaram representantes da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc).
O convite para o evento foi uma iniciativa da Secretaria Executiva do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais, do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, responsável pela organização da feira. Foram selecionados empreendimentos dos sete biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Costeiro e Marinho, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Surpresa
Os índios vão comercializar produtos derivados de mandioca e artesanatos típicos, a exemplo de colares, arcos, flechas, maracas e brincos. O presidente da Associação Comunitária Indígena Kiriri Santo André de Marcação (Aciksam), Reinaldo Mendes, conta que o convite foi inusitado. “Para nós foi uma surpresa porque a gente não esperava participar de um evento tão importante para o Brasil e o mundo. Vamos apresentar o povo Kiriri ao mundo”.
Já a Coopercuc vai expor a linha de produtos Gravetero, doces cremosos de corte e light, sucos, geleias, compotas e polpas de umbu, uma fruta suculenta – rica em sais minerais e vitaminas – típica da caatinga. “Estamos felizes em poder participar do maior evento esportista do planeta, onde pessoas de todo o mundo marcam presença”, afirma a diretora de Comunicação da Coopercuc, Benedita Varjão.
Agroindústria
Os produtos Kiriris são processados na Unidade de Beneficiamento de Mandioca e Fábrica de Biscoitos, localizada na Aldeia Marcação, a 30 quilômetros da sede do município de Banzaê. A unidade implantada pelo Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), teve investimento de R$ 4,4 milhões, recursos estaduais e provenientes de acordo de empréstimo com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). A agroindústria tem capacidade para processar cinco toneladas/dia de raízes, com produção anual de 150 toneladas de farinha, 24 de fécula e dez de biscoitos.
“A participação de empreendimentos econômicos da agricultura familiar, em eventos como a Olimpíadas Rio 2016, é o coroamento justo diante da qualidade dos produtos elaborados pelos agricultores. Nos honra muito poder apoiar essa experiência. A agricultura familiar tem condições de fornecer [produtos] mais saudáveis e com maior qualidade para os baianos e brasileiros”, ressalta o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias.
Coopercuc
Criada em 2004, a Coopercuc é formada por 204 cooperados, a maioria mulheres, que produzem doces e geleias com frutas nativas do sertão. Através da linha Gravetero, a cooperativa vende seus produtos nos mercados mais sofisticados do Brasil, além de exportar para a Itália, França e Áustria. Em julho, o Governo da Bahia inaugurou a agroindústria da Coopercuc. A fábrica deve entrar em plena operação a partir de dezembro, na safra do umbu. Além do beneficiamento de frutas típicas da região – maracujá da caatinga e goiaba -, no local serão comercializados doces, geleias, sucos e até cerveja.
Fonte: SECOM

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