Programa de Monitoramento de Fauna Silvestre é realizado pela primeira vez na BR-235/BA‏

A atividade faz parte da Gestão Ambiental da BR-235/BA O Programa de Monitoramento de Fauna Silvestre realiza durante 21 dias a ação de supervisionar o grupo dos mamíferos terrestres, aves, répteis e anfíbios que vivem próximos da rodovia da BR235/BA. A operação, que acontece a cada dois meses, é uma atividade da Gestão Ambiental da […]
A atividade faz parte da Gestão Ambiental da BR-235/BA
O Programa de Monitoramento de Fauna Silvestre realiza durante 21 dias a ação de supervisionar o grupo dos mamíferos terrestres, aves, répteis e anfíbios que vivem próximos da rodovia da BR235/BA. A operação, que acontece a cada dois meses, é uma atividade da Gestão Ambiental da BR-235/BA, executada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).
O objetivo do monitoramento é avaliar de que forma a implantação da rodovia afeta a população de animais existentes. Através desse acompanhamento é possível comparar a diversidade da fauna local em diferentes formações vegetais amostradas ao longo da área de influência do empreendimento da rodovia, de maneira que aponte as espécies mais afetadas pelas obras, além de identificar a presença de espécies ameaçadas de extinção, raras, endêmicas, vulneráveis e novas para a região.
A atividade ocorre nos segmentos 1 (lote 1 – Divisa BA/SE à Jeremoabo) e no segmento 2 (lote 4- Uauá à Pinhões e 5 – Pinhões à Juazeiro) previamente demarcados. Para a execução do monitoramento, os especialistas da campanha estabelecem metodologias distintas na tentativa de cobrir o maior número de espécies num curto espaço de tempo.
Mamíferos
No grupo dos mamíferos, por exemplo, é utilizada uma trilha de 5 quilômetros, no qual o pesquisador busca a visualização e vestígios (pegadas) deixados pelos bichos.
São instaladas câmeras com sensor de movimento para registrar espécies mais sensíveis a presença humana, como por exemplo os grandes mamíferos: veados, gato-do-mato, cutia entre outros.
Além desses métodos, é utilizado armadilha de captura (gaiolas), geralmente para pegar mamíferos de pequeno porte, a exemplo dos roedores. No interior das gaiolas são colocadas iscas atrativas feitas através de frutas.
Aves
O monitoramento das aves é feito através de observação direta e captura dos bichos. O biólogo responsável faz o monitoramento nas horas em que o animal está mais ativo, geralmente no início da manhã e no final da tarde, além do período noturno, para espécies com esse hábito.
É percorrido uma trilha previamente definida de 5 quilômetros, no qual o pesquisador, através de visualização direta e pontos de escuta irá determinar as espécies ocorrentes no local.
Além dessas duas metodologias, existe uma terceira, que é a captura através de redes – importante para avaliar processos ecológicos das aves.
Répteis
Para o grupo dos répteis e anfíbios também é percorrida uma trilha de 5 quilômetros para checar possíveis abrigos principalmente de lagartos e serpentes (troncos caídos, embaixo de pedras etc).
 São utilizadas armadilhas de interceptação e queda, onde os animais são guiados por uma cerca até caírem em baldes enterrados à nível do solo. 
No grupo dos anfíbios, os pesquisadores saem no período da noite para procurar estas espécies nos locais onde geralmente tem água, identificando os bichos através do canto específico e por visualização dos indivíduos.
Todos os procedimentos realizados tem autorização dos órgãos ambientais, utilizando de técnicas que visem minimizar o estresse dos animais. 
O projeto de Implantação e Pavimentação da rodovia baiana conta com 283,3 quilômetros em obra e representa um investimento na ordem de R$ 420 milhões. A obra está sendo executada desde o primeiro semestre de 2014 pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
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