Pré-candidatos à prefeitura de Salvador temem fraudes com voto manual

Com a notícia de que os votos da eleição de 2016 devem ser feitos de forma manual, os pré-candidatos à prefeitura de Salvador falaram, ao Bahia Notícias, da preocupação com a medida. Deputada federal, Alice Portugal (PCdoB) disse que a urna eletrônica “facilita muito” todo o processo de votação e que o “voto de palitinho é muito […]

Com a notícia de que os votos da eleição de 2016 devem ser feitos de forma manual, os pré-candidatos à prefeitura de Salvador falaram, ao Bahia Notícias, da preocupação com a medida. Deputada federal, Alice Portugal (PCdoB) disse que a urna eletrônica “facilita muito” todo o processo de votação e que o “voto de palitinho é muito artesanal”. “A urna eletrônica facilita muito [a votação]. Qualquer dúvida, ela pode ser tirada como prova, mas deixar o voto eletrônico é uma volta ao passado, dificulta, alonga e desestimula o processo eleitoral, dá um trabalho enorme”, concluiu. Ainda de acordo com a comunista, as pessoas do interior devem ser as mais prejudicadas e ela teme que fraudes sejam mais constantes. “A população do interior tem muita dificuldade com o voto na cédula. Eu já sou antiga e acompanhei, até como candidata, o voto impresso, e lhe digo que é muito mais complicado do que você realmente fazer uma análise da leitura das urnas”, relembrou.

Deputado estadual e pré-candidato pelo Pros, Pastor Sargento Isidório não tem dúvida de que fraudes, com o sistema eleitoral manual, irão ocorrer. “Isso seria um retrocesso. A gente sai de uma coisa. Quem decide são os mesários, os que contam votos, ’emprenham’ urna. A ‘sacanagem’ toda que acontecia no passado, acontecerá agora. O nove vira seis, o sete vira um”, sugeriu.

Ainda de acordo com Isidório, a falta de verba para a manutenção na urna tem origem nas duas eleições que o país tem – para deputado federal, estadual, senadores e presidente e para vereadores e prefeito. “Deveria ser uma única eleição para todo mundo. Como o judiciário está trazendo soluções importantes para o país, é um bom momento para entender que o problema não é o dinheiro da urna, mas sim os custos de duas eleições”, apontou. 

Nome do PSOL para concorrer ao Palácio Thomé de Sousa, Fábio Nogueira também viu com preocupação a medida. “O PSOL pensa que essas mudanças atrapalham o processo eleitoral e podem abrir margem para fraudes”, especulou. Nome do PSB, a senadora Lídice da Mata falou pelo Facebook. “Se isso se concretizar, vamos retroceder muito”, avaliou. Virtual pré-candidato para a reeleição, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), não respondeu até o fechamento deste texto.


por Alexandre Galvão Bahia Notícias

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Captcha Captcha Reload