Sete gráficos para entender a impressionante transformação econômica da China

O presidente da China, Xi Jinping, chegou essa semana aos Estados Unidos para encontrar-se com Barack Obama, no que é, simbolicamente, o encontro das duas principais economias do mundo. O crescimento econômico da China, porém, ocorreu a uma velocidade muito maior do que o americano. A expansão chinesa, por exemplo, gerou uma urbanização massiva e […]

O presidente da China, Xi Jinping, chegou essa semana aos Estados Unidos para encontrar-se com Barack Obama, no que é, simbolicamente, o encontro das duas principais economias do mundo.

O crescimento econômico da China, porém, ocorreu a uma velocidade muito maior do que o americano.
A expansão chinesa, por exemplo, gerou uma urbanização massiva e levou dezenas de milhares de camponeses a migrarem para as cidades em busca de trabalho.
De acordo com dados da ONU, o número de centros urbanos na China com populações de um milhão ou mais pessoas passou de 16 em 1970 a 106 em 2015. Em comparação, há 45 nos Estados Unidos e aproximadamente 55 na Europa.
E essa é só parte da história.
Veja a surpreendente transformação da China em gráficos interativos, fotos e vídeo.
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Fome de concreto

O enorme fluxo migratório na China foi acompanhado de uma explosão na construção civil. Mas como o país pode construir tão rapidamente?
Veja o exemplo de um edifício torre construído em apenas 19 dias.
Mas, mesmo que edifícios continuem sendo construídos, isso não significa que eles estejam habitados.
Muitas cidades recém-construídas, condomínios e centros comerciais estão vazios e passaram a ser chamados de “cidades-fantasma”.

Dias de ‘smog’

O crescimento econômico chinês também teve um custo para o meio ambiente. Os níveis de contaminação no país aumentaram vertiginosamente, em grande parte devido à dependência de centrais elétricas alimentadas por carvão para suas necessidades energéticas.
Uma nuvem especialmente densa de “smog” (mistura de fumaça e neblina) sobre Pequim foi registrada pelas câmeras da Nasa em 2013:

As imagens de satélite de Pequim mostram a piora da neblina de poluição em janeiro de 2013. A foto à direita mostra o smog cinza e marrom cobrindo a maior parte da cidade.
A China está tentando reduzir a contaminação e, para isso, fechou milhares de fábricas movidas a carvão.
No entanto, só oito das 74 maiores cidades do país aprovaram os padrões básicos de qualidade do ar estabelecidos pelo governo em 2014, segundo o Ministério do Meio Ambiente.
Na embaixada dos Estados Unidos em Pequim, por exemplo, a qualidade do ar atingiu níveis considerados insalubres, muito insalubres ou perigosos segundo os padrões americanos durante a maior parte do tempo – apesar de o número total de dias insalubres ter caído desde 2008, ano em que a embaixada começou a fazer suas próprias medições.
A China só começou a realizar leituras semelhantes da qualidade do ar em 2013. De acordo com os dados oficiais, os limites impostos às emissões e o fechamento de fábricas movidas a carvão contribuiram para reduzir a contaminação do ar em 2015.

Mais rico

O Partido Comunista chinês começou a introduzir os princípios do mercado capitalista em 1978. Depois de se abrir para o investimento estrangeiro na década de 1980, o país tornou-se um dos principais fabricantes do mundo, à medida em que aproveitava os baixos custos de sua mão de obra.
A economia chinesa cresceu a uma taxa média de 10% ao ano durante três décadas até 2010, mas desde então este crescimento tem diminuído.
Nos últimos anos, a China superou o Japão para tornar-se a segunda maior economia do mundo – ainda que seu PIB per capita continue menor que o de Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido.

Boas férias

O crescente PIB chinês foi acompanhado de um aumento da renda disponível nas famílias. Como resultado, a China tem o número mais alto de turistas que viajam para o exterior, e seus visitantes ocupam o primeiro lugar no mundo em despesas, gastando US$ 165 bilhões durante suas viagens.
Entre os destinos mais populares estão Hong Kong, Japão, França, Coreia do Sul, Estados Unidos e Tailândia.

Comelança

Há muito tempo, o porco é a carne preferida dos chineses, mas os salários baixos significavam que este era um alimento de luxo, reservado para ocasiões especiais.
Mas agora é diferente. Graças ao aumento do poder aquisitivo da população, a China agora consome aproximadamente a metade da carne de porco produzida no mundo.

Deixadas para trás

Apesar do aumento da renda pessoal, nem todo o mundo se beneficiou igualmente – a diferença de renda disponível nos lares da China rural e urbana aumentou expressivamente desde 1990.
O sistema de registro de domicílios do país, conhecido como “hukou”, agrava a divisão porque impede que a maioria dos trabalhadores emigrantes tenha acesso a atenção médica, moradia e assistência social nas cidades onde estão empregados.
A emigração massiva da zona rural para as cidades também afeta os mais jovens. A China tem 61 milhões de crianças “abandonadas”, que permanecem vivendo em seus vilarejos sem os pais.
Jornalismo de dados: Christine Jeavans; Design: Salim Qurashi e James Offer; Texto: Helier Cheung; Programação: Marcelo Zanni.


por bbc.com

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