Cantores apoiados pela Calypso foram abandonados após exigências de Joelma

A história da Banda Calypso reúne algumas passagens ainda obscuras e pouco exploradas, principalmente no que se refere às parcerias de Joelma e Chimbinha com outros artistas da cena paraense.Surgida no fim dos anos 90, a Banda Calypso gravou o primeiro disco durante um momento de renovação da música do estado. O brega começava a […]

A história da Banda Calypso reúne algumas passagens ainda obscuras e pouco exploradas, principalmente no que se refere às parcerias de Joelma e Chimbinha com outros artistas da cena paraense.

Surgida no fim dos anos 90, a Banda Calypso gravou o primeiro disco durante um momento de renovação da música do estado. O brega começava a dar espaço para o calypso, ritmo mais veloz e dançante, com dedilhados trabalhados e shows super produzidos e influenciados pelas bandas de forró do nordeste.

Antes mesmo da Calypso ascender, já existiam outros expoentes com repercussão nacional no estado, como a Xero Verde, que fazia sucesso em São Paulo. Chimbinha, músico de estúdio mais requisitado de Belém na época, tendo contribuído para quase todos os discos de brega gravados nos anos 90, aproveitou o momento para criar a própria banda com a namorada Joelma.

Quando atingiu o sucesso, Chimbinha não esqueceu os amigos e foi padrinho de muitas bandas. Um dos grupos que contou com o apoio do guitarrista foi a Quero Mais que tinha Pedro, irmão dele, como integrante. Dudu Marques, empresário da banda, recorda que o apadrinhamento do líder da Calypso foi de extrema importância para a Quero Mais ter espaço na cena paraense.

— Em 2006, fomos muito ajudados pelo Chimbinha. O cara foi bastante importante para o desenvolvimento da banda. Não podemos negar isso de forma alguma.

Dudu relembra que, no entanto, a dificuldade de relacionamento entre Joelma e Pedro, atrapalhou o desenvolvimento dessa parceria promissora.

— Ela não gostava do Pedrinho. Isso era claro. Antes de ficarem famosos, Joelma e Chimbinha moraram de favor na casa dele após terem sido despejados. E acho que foi aí que os problemas começaram. Joelma teria sido expulsa da casa do cunhado após uma discussão com ele. Por conta disso, ela meio que se vingou do cunhado ao impedir que o marido o ajudasse.

Embora tenha presenciado esse mal estar familiar, Dudu garante que o boato de que Joelma seria responsável por “barrar” o sucesso de bandas concorrentes não condiz com a realidade.

— Ela enfrentava problemas familiares normais, mas não acredito que algum dia prejudicou uma banda que disputava o mesmo espaço do Calypso. O pessoal fantasia muito e gosta de encontrar culpados para o mal desempenho na carreira.

Além da Quero Mais, a cantora Carla Maués, compositora de Cavalo Manco, também iniciou um projeto em parceria com a Banda Calypso, mas que precisou ser interrompido. O álbum era influenciado principalmente pelo estilo caribenho conhecido como zouk. O principal compositor das músicas foi Elias Muniz, requisitado compositor de sucessos dos anos 90 como Eu Vou Ficar (Zezé di Cmargo e Luciano) e Ela é Demais (Rick e Renner).

— Comecei a carreira junto com o Chimbinha. Quando vim para São Paulo, minha ideia era cantar jazz e MPB, mas acabei indo para esse lado quando surgiu a oportunidade de gravar um disco mais popular, que seria produzido por ele. A Banda Calypso era parceira e lançaria o disco comigo. Como estavam no auge, desistiram de investir na divulgação do projeto, que sete anos depois ainda está engavetado.

Apesar de ter o sonho interrompido, Carla deu a volta por cima e hoje assume simultaneamente a carreira solo, um posto de vocalista na banda de baile Samy’s Band e a presença no programa Mulheres Que Brilham.

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r7

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